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Comparativo de Titãs de Cartões Sem Anuidade: Nubank x Credicard x Santander Free

É, que o Nubank e o Santander Free sacudiram o mercado de cartões com o conceito do  fim da  (cara)  anuidade, ninguém pode negar, e isso ...

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Minha Casa Minha Vida: o que é, para quem e como funciona ?

Hoje falaremos do Minha Casa Minha Vida, programa habitacional do governo federal, vamos explicar um pouco como funciona algumas regras, de cara aviso, se você ler esse post muito tempo depois procure as atualizações porque o governo muda as regras desse programa constantemente. 


O Programa:

O programa Minha Casa Minha Vida, conhecido como MCMV é um projeto do governo federal para realizar inclusão social através da moradia. Teve início em 2009 e é o maior programa habitacional da história do país, nele a construtora faz a casa/apartamento recebe do governo por isso e o governo repassa com determinado subsídio à família de acordo com a faixa à qual ela se encaixe. O valor máximo do imóvel é de R$ 240 mil para região metropolitana, 

As Faixas:

O programa MCMV possui 4 faixas: 1,1.5,2 e 3. Cada uma tem características próprias e subsídios fornecidos pelo governo conforme sua renda. Vamos entender uma a uma.
  • Faixa 1 - Renda Familiar até R$ 1.800,00
- Subsídio de até 90% do valor do imóvel.

  • Faixa 1,5 - Renda até R$ 2.600,00
- Taxa de financiamento de 5,0 %

  • Faixa 2 - Renda até R$ 4.000,00
- Taxa de juros de 5,5 a 7,0 %

  • Faixa 3 - Renda até R$ 9.000,00
- Taxa de juros de 8,16% - para renda de até R$ 7 mil
- Taxa de Juros de 9,16% - para renda de até R$ 9 mil


Formas de obter:

As formas para ter acesso ao programa são as mais variadas, em geral a partir da faixa 1,5 mas principalmente para a 2 e 3, o contato ocorre direto com a construtora, que faz o imóvel e oferta dentro do programa, o interessado leva os documentos para Caixa que avalia se ele se enquadra nas condições e libera o crédito.

Na faixa 1, as coisas costumam acontecer de uma maneira diferente, como os valores em geral são baixos da ordem de R$ 70 mil por unidade, o governo normalmente faz mutirão, ou grupos de pessoas carentes se juntam através de uma entidade e dão entrada nessa faixa junto ao banco. Os contemplado são selecionados por sorteio e pagam um valor mínimo de prestação por 10 anos. 



Conclusões:

O programa é bem interessante para aqueles que tem possibilidades principalmente pelas taxas de juros oferecidas. Na faixa 2 e 3 há um grande interesse das construtoras que fazem milhares de lançamentos, vale a pena conferir. 

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segunda-feira, 24 de abril de 2017

Você precisa de uma Consultoria Financeira ?

Ultimamente eu venho sendo muito questionado sobre a necessidade de um consultor para investir, então por isso hoje resolvi tratar desse assunto aqui com vocês, vamos ver as vantagens e desvantagens dessa modalidade de assessoria.

O que é?

O consultor vai te ajudar em vários níveis a tomar algumas decisões financeiras, ele é usualmente utilizado com uma dessas finalidades:
  • Planejamento de dívidas
  • Planejamento de objetivo (viajar, comprar um carro...)
  • Investimento
  • Aposentadoria
  • Consulta para compras
  • Educação financeira (como economizar, atitudes à tomar, seguros)

O papel dele é analisar suas expectativas, sua realidade e verificar como e se é possível atingir seu objetivo na sua atual situação financeira, te auxiliar e acompanhar nessa jornada.



Desvantagens:

De cara a maior desvantagem é que é claro que por envolver a utilização do tempo de outra pessoa que possui conhecimento específico, envolve gastar dinheiro, e esse valor gasto é bem relativo, há consultores que cobram muito caro por sua hora, e outros que são bem mais em conta. Outra coisa que muda é a forma de remuneração, uns são remunerados por hora, outros preferem ser remunerados por resultados, o mais comum é que haja um mix dos dois.

Outra desvantagem é que para quem não consegue seguir muito bem metas, ter alguém te ajudando não costuma ser uma experiência das melhores, já que provavelmente em algum momento (ou em vários) os conselhos dele entrará em choque com seu estilo de vida e a forma como você gasta seu dinheiro. 

A soma desses dois gera uma outra desvantagem, se você não está nem um pouco propenso a ceder vai gastar dinheiro e não vai ter solução para seu problema, ou se prepare para escutar e aplicar ou repense um pouco na sua forma de ver as coisas antes de entrar nisso. 


Vantagens:

De cara uma vantagem é que a menos que você tenha muito tempo para se aprofundar nas diversas opções de investimento, contar com alguém que está habituado a esse mundo facilita muito as coisas e te dá tempo para se preocupar com o que você realmente quiser.

O consultor vai adequar sua realidade à suas metas, isso garante com que você tenha muito mais chances de êxito do que tentando sozinho. Ele vai analisar seu perfil, verificar quais tipos de investimentos se adequam melhor à seus desejos. 

Há consultores para os mais diversos bolsos, alguns presenciais, outros oferecem opções online (costuma sair ainda mais em conta), então isso faz com que a questão de desembolso pelo serviço se torne um pouco menos onerosa, já que você pode escolher quem se adequar melhor à você. 

Por fim, você sempre poderá trocar de consultor, enxergar novas perspectivas, em países desenvolvidos essa atitude de utilizar de consultoria para investir é muito comum, algo que não acontece no Brasil muito devido a nossa educação. 



Conclusão:

É uma questão pessoal claro, acredito que vale a pena você contar com uma consultoria desde que ela caiba no seu bolso, já que isso pode te trazer resultados melhores do que você obtém hoje. 

Outro fator interessante é utilizar consultores que não são filiados a empresas de investimentos ou bancos já que eles tendem a indicar os produtos deles como melhores. 

Entretanto se você tem muito pouco dinheiro sobrando no fim do mês, talvez lendo já consiga algumas opções.

Resumindo, se você ganha bem e gasta muito, tem dívidas ou tem algum objetivo específico e não consegue se focar nele, pode ser uma ótima opção. Agora se você consegue fazer isso tudo sozinho, ou ganha muito pouco (apenas para atender as necessidades básicas), melhor ler um pouco algum produto que te atraía. 


Recomendamos a título de orçamento e conversa a BFN Consultoria. 

Eles atendem os serviços acima que mencionamos e possuem um ótimo preço, inclusive com descontos excelentes para atendimento online, atuam na cidade de São Paulo, atendendo demandas via e-mail para o Brasil todo. 

O email deles é BFNconsultoria@gmail.com para caso queira mais informações ou orçamentos.  

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Como declarar minhas aplicações no IR ?

Essa semana termina o prazo para declaração do IR, e uma das coisas que mais gera dúvidas é como declarar as aplicações que possuímos. Antes de começar, temos outros posts sobre o IR que talvez seja de interesse, Declarando o IRDeclaração Simplificada x CompletaDefasagem da Tabela de IRComo funciona a restituiçãoÉ vantajoso fazer a declaração rapidamentePagar imposto ao invés de restituir, declarando financiamento em imóveis e automóveis. Agora vamos direto ao assunto desse post. 


Saldos e Contas:

Toda conta corrente que você possui que virou o ano com mais de R$ 50,00 deve ser declarada. Para isso é simples, na guia "Bens e Direitos", se for uma conta poupança declare no código 41, na discrição informe o banco, o CNPJ dele, sua agência e conta. Basta inserir o saldo informado no demostrativo do seu banco para o dia 31/12/2015 e depois o saldo em 31/12/2016. A conta corrente é igualzinho, só muda que o código é o 61.

Agora, se você tem uma poupança é muito provável que tenha recebido algum dinheiro dela. Nesse caso vá até a guia " Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", no código 12, insira um novo campo, com CNPJ e nome da fonte pagadora e o valor recebido, você terá que repetir esse processo para cada conta que tenha.

Se seu rendimento na conta corrente for em CDB, você declara em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Definitiva/Exclusiva", no código 06, informando também CNPJ, Banco e valor recebido.


Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA ...

O CDB está descrito acima como declarar os valores recebidos, mas caso você ainda mantenha algum valor investido ao fim do ano calendário deve também declará-lo em "Bens e Direitos" no código 45, informe o Banco, CNPJ, e valor aplicado. Repita o processo conforme o número de bancos no qual você tenha a aplicação. 

LCI, LCA, seguem exatamente a mesma lógica do CDB, declare-os em "Bens e Direitos", mas na hora de declarar caso tenha recebido algo, ela entra exatamente no mesmo local da Poupança, lembrando " Rendimentos Isentos e Não Tributáveis", código 12, instituição, CNPJ, e valor.

O Tesouro Direto não foge a regra, caso tenha recebido alguma coisa, declare no mesmo campo do CDB, "Rendimentos Sujeitos à Tributação Definitiva/Exclusiva", no código 06, informando também CNPJ, Empresa custodiante e valor. Ainda precisa declará-lo em "Bens e direitos " caso tenha mantido posse dos títulos na virada do ano, ou declarado no ano anterior. Código 45.



Ações:

Esse é o mais complicado, se você opera muito (mais de R$ 20 mil em algum mês) nesse mês que você operou muito tem que ir na planilha específica para renda variável, e declarar se obteve lucro ou prejuízo no mês em questão, e recolher o imposto (se não o fez ainda). 

Lucro para vendas de até R$ 20 mil ficam isentos, e são declarados em "Rendimentos Isentos e não tributáveis", código 5. 

Dividendos, são declarados em "Rendimentos Isentos e não tributáveis", informando CNPJ, nome da empresa e o valor pago. 

Juros sobre capital próprio, são declarados em "Rendimentos Sujeitos à Tributação Definitiva/Exclusiva", código 10, também com CNPJ, nome da empresa e valores recebidos. 

Caso você tenha sido informado que iria receber mas não recebeu efetivamente o valor, deve declará-lo na ficha "Bens e Direitos", no código 59, descrevendo que é valor a ser pago no ano seguinte, por qual empresa, CNPJ, e valor. 


Toda ação que você possuir também deve ser declarada na ficha "Bens e Direitos" no código 31, informe o nome da empresa, o CNPJ, o número de ações que tinha no ano de 2015, depois em 2016, informe o valor de aquisição delas, e pronto. 



Bem fácil depois de ver né ? Vamos lá, não perca tempo, o prazo está acabando. 


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domingo, 23 de abril de 2017

Declarando Financiamento de Imóveis e Carros no Imposto de Renda

Essa semana termina o prazo para declaração do IR, e uma das coisas que mais gera dúvidas é como declarar o financiamento imobiliário e de carro. Antes de começar, temos outros posts sobre o IR que talvez seja de interesse, Declarando o IR, Declaração Simplificada x Completa, Defasagem da Tabela de IR, Como funciona a restituição, É vantajoso fazer a declaração rapidamente, Pagar imposto ao invés de restituir. Agora vamos direto ao assunto desse post. 


Declarando Financiamento de Veículo:

Primeiro ponto, se você tem um carro deve declará-lo obrigatoriamente na ficha de "bens e direitos", sob o código 21 - Veículo automotor terrestre ... Na parte discriminação você tem que detalhar todos os detalhes do veículo, placa, marca, ano, modelo, de quem pegou, quanto e como pagou ou está pagando, detalhando quantidade de parcelas e valor de cada uma caso seja financiado. 

No campo valor, se você comprou em 2016, deve declarar R$ 0,00 em 2015, e em 2016 você declara o valor que pagou durante o ano (caso tenha sido financiado) ou o valor integral se comprou à vista. Se o seu veículo está sendo financiado desde 2015, então no campo "Situação em 2015" você deve colocar o quanto havia pago até dia 31/12/2015 e no campo "Situação em 2016" somar o valor que pagou no decorrer do ano de 2016, até o dia 31/12/2016. Por isso é muito importante detalhar na discriminação a forma de pagamento.

Importante: Não declare o valor do empréstimos em dívidas e ônus.

Declarando o Financiamento Imobiliário:

Primeiro independente de como você financiou precisará declarar o imóvel na ficha "Bens e Direitos", código 11 se for apartamento ou 12 se for uma casa. 

Agora vamos as peculiaridades, se você comprou o imóvel antes de 2016 à vista, basta declarar o valor que você mencionou em 2015 (se não declarou informe o valor pago pelo imóvel) e repetir em 2016. Esse valor só muda e vale a pena dizer que para todos casos se você fizer alguma reforma, nesse caso pode acrescentar o valor no campo de 2016, mas guarde todos comprovantes porque a receita pode solicitá-los. Se você comprou o imóvel à vista em 2016, mesma ideia acima só que o campo de 2015 fica vazio e o de 2016 com o valor pago pelo imóvel. 

Imóveis financiados, esse são mais complicados, vamos dividir em duas partes. Primeira parte, você comprou o imóvel financiado sozinho, nesse caso basta ir atualizando ano a ano. Exemplo, se até 2015 você pagou 100 mil do seu financiamento, e em 2016 pagou mais 50 mil. No campo "Situação em 2015" você declara R$ 100 mil, e "Situação em 2016" você declara R$ 150 mil. Importante que na descrição você informe, o valor do imóvel, a forma de financiamento, o banco no qual está financiando (CNPJ, nome), de quem comprou o imóvel.

Se você por outro lado comprou com alguém, no fim o que vai mudar é que na descrição você deve também informar sua participação no imóvel, o nome e CPF dele, ele deve fazer o mesmo na declaração dele. Não se esqueça que na declaração há a pergunta se você possui um cônjuge ou companheiro. Não esqueça de informá-lo lá. 

Importante: Não declare o valor do empréstimos em dívidas e ônus.



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quarta-feira, 19 de abril de 2017

SAC X PRICE : Qual tabela escolher para amortizar meu imóvel ?

Bom, você decidiu comprar um imóvel (leia nosso artigo sobre isso), hora de escolher qual a forma que guiará o pagamento das suas parcelas, o sistema de financiamento. Tabela PRICE x Sistema de Amortização Constante (SAC), vamos ver qual o mais vantajoso e porquê.

Tabela Price:

A tabela PRICE é um sistema de amortização no qual TODAS as parcelas são constantes, independente do prazo escolhido. É um sistema curioso porque no início as prestações tem uma composição maior de juros e bem pequena sobre efetivamente o valor emprestado, ao longo do tempo isso se inverte e no fim o valor que você está pagando é mais o valor financiado e menos o juros do financiamento.


SAC:

O sistema SAC já utiliza uma metologia de cálculo bem diferente, ao invés da prestação ser constante a variável que é fixa é o valor da amortização do empréstimo e o que vai variando (e diminuindo) ao longo do tempo é o juros que você está pagando sobre a parcela, por consequência o valor da prestação vai diminuindo. 


Price x SAC:

Por amortizar efetivamente o valor devido a SAC é a ideal, e por sinal é a que os financiamento em sua grande maioria já adotam por padrão, eventualmente o PRICE pode ser adotado caso seja requisitado, e às vezes é solicitado porque o valor inicial pago na PRICE costuma ser ligeiramente menor que no sistema SAC, mas vamos a uma simulação para que você possa entender o que vai ocorrer com seu bolso durante o financiamento.

Nossa simulação é simples e é para você entender a diferença, ao longo do prazo, então vamos mostrar um exemplo para 12 meses, adotando empréstimo de R$ 120.000,00 e taxa de juros de 12% a.a.


Pela Tabela Price você pagaria: 
Nº.PrestaçãoJurosAmortizaçãoSaldo Devedor
00,000,000,00120000,00
110661,851200,009461,85110538,15
210661,851105,389556,47100981,67
310661,851009,829652,0491329,63
410661,85913,309748,5681581,08
510661,85815,819846,0471735,03
610661,85717,359944,5061790,53
710661,85617,9110043,9551746,58
810661,85517,4710144,3941602,19
910661,85416,0210245,8331356,36
1010661,85313,5610348,2921008,07
1110661,85210,0810451,7710556,29
1210661,85105,5610556,290,00
TOTAL127942,267942,26120000,000,00

Já pela tabela SAC:

Nº.PrestaçãoJurosAmortizaçãoSaldo Devedor
00,000,000,00120.000,00
111.138,661.138,6610.000,00110.000,00
211.043,771.043,7710.000,00100.000,00
310.948,88948,8810.000,0090.000,00
410.853,99853,9910.000,0080.000,00
510.759,10759,1010.000,0070.000,00
610.664,22664,2210.000,0060.000,00
710.569,33569,3310.000,0050.000,00
810.474,44474,4410.000,0040.000,00
910.379,55379,5510.000,0030.000,00
1010.284,66284,6610.000,0020.000,00
1110.189,78189,7810.000,0010.000,00
1210.094,8994,8910.000,000,00
TOTAL127.401,267.401,26120.000,000,00


Bom pela soma final deu para ver uma diferença, claro que é pequena considerando o prazo e o valor, mas graças aos juros compostos isso ao longo de 30 anos, e com o dobro do valor dá uma ingrata diferença. Logo concluímos que apesar de você pagar mais no começo, o SAC te permite ter uma situação mais confortável conforme o prazo final do financiamento se aproxima. 



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terça-feira, 18 de abril de 2017

Comprar ou alugar ? O Financiamento Imobiliário

Comprar a casa própria, eis o nosso assunto de hoje. Comprar o imóvel próprio é sem dúvidas o maior sonho dos brasileiros, e claro que quase ninguém tem o dinheiro necessário para fazer isso diretamente e acaba recorrendo ao financiamento imobiliário, por isso esse é o nosso tema hoje. Vamos ver quais as vantagens e desvantagens desse financiamento  que afeta a vida das pessoas por tantos anos. 

Financiar ?

O motivo para financiar o imóvel não passam de 2. Na primeira situação você não tem dinheiro suficiente para comprar o imóvel desejado e utiliza do financiamento para complementar seu sonho. Na segunda você tem o dinheiro e mesmo assim opta por financiar, pode parecer que não faz sentido mas explicaremos porque algumas pessoas utilizam-se dessa ferramenta. 



Vale a Pena ?

Há sempre uma questão se vale a pena financiar o imóvel, alugar, pagar a vista, essa é uma questão muito complexa então vamos por partes. Você decidiu que vai comprar um imóvel, pagar à vista ou financiar ? Considerando nossa realidade econômica, é relativo, se você conseguir um financiamento a 9% ao ano por exemplo e conseguir alguma aplicação que pague 11%, por exemplo, vale a pena financiar, já que sua aplicação vai pagar o financiamento e ainda sobrar algo. 

Agora, alugar x comprar, esse racionalmente falando vai pelo mesmo caminho do anterior, um aluguel custa em média 7% o valor do imóvel ao ano, se você tem um financiamento 9% e uma aplicação a 11%, compensa alugar e aplicar o restante. Mas a questão comprar x alugar é muito mais complexa porque envolve fatores psicológicos, de segurança. Você consegue viver sem saber se amanhã terá dinheiro para pagar seu aluguel caso haja algum problema no mercado financeiro ? Tem família ? Imagina para alguém que viveu o problema Color, ver da noite para o dia seu dinheiro sendo confiscado. São muitos fatores nesse sentido a considerar. 



O que afeta o financiamento ?

Vários são os fatores que afetam o financiamento imobiliário, algumas condições específicas conforme o banco por exemplo qual o valor máximo de financiamento, para alguns bancos é de 70% para outros 90%. Além disso, outras coisas que afetam são, valores financiados, incentivos do governo, sistema de financiamento, seu salário, imóveis novos ou usados, prazos. Deu para entender que a equação não é tão simples assim.

Tudo começa quando você escolhe o imóvel, algumas construtoras fazem parceiras com uns bancos para tentar te incentivar a financiar por eles. Faça suas próprias análises. Para você saber a Caixa é responsável por mais de 70% dos financiamentos, uma das razões é o programa do governo minha casa minha vida, outra boa razão é que ela financia grande parte das construções em casas o que entra em linha com o que  mencionamos acima. 

Algo que será determinante para seu financiamento é sua renda, já que por determinação do governo não se pode usar mais de 30% da renda para pagar o financiamento então isso será um fator determinante. A parte boa é que no site da própria caixa, há um simulador no qual você insere dados do imóvel, e ele te fala quanto você precisa dar de entrada, qual sua taxa de juros inclusive seu seguro. Algo fará realmente a diferença nessa simulação, seu salário, ele será o mais determinante para quanto você terá que dar de entrada. Não vou me estender muito, entre no site e simule é bem simples.

O prazo do financiamento também afeta, assim como a idade da pessoa mais velha requisitando o empréstimo já que há limite de idade para que o financiamento seja quitado. Análise esse quesito idade com cuidado, principalmente quando quiser envolver pais em financiamentos. Algo que vale a pena mencionar são os subsídios do governo para algumas moradias de interesse social. 

O sistema de pagamento também é pouco comentado mas interfere bastante no volume final, faremos um comparativo entre uma simulação por ambos, por hora, saiba que estamos falando do sistema PRICE X SAC. Em um suas parcelas são fixas do início ao fim, no outro você paga mais no começo e paga bem menos ao fim.



Conclusões:

Financiar o imóvel é uma etapa muito importante na vida das pessoas, para a absoluta maioria será algo que acontecerá na vida, então análise com cuidado todos fatores que mencionamos acima, você vai ver qual a diferença financeira que isso pode te trazer ao longo dos anos de financiamento. 

Diria que as decisões que você vai tomar aqui passam por duas etapas muito importantes, a certeza de que vai finalmente comprar sua casa e depois uma análise bem profunda dessa decisão que te acompanhará por muitos anos da sua vida. 


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sábado, 15 de abril de 2017

Contas digitais 2.0: Digiconta x BB Digital x Intermedium x Iconta (encerrada)

Em dezembro de 2016, eu escrevi aqui para vocês um artigo sobre contas digitais gratuitas que os bancos ofereciam, pois bem as coisas mudaram MUITO nesse universo de contas digitais, pensei em atualizar mas são tantas mudanças que achei melhor escrever um novo post sobre o assunto, vamos lá. 

DIGICONTA (Bradesco):

O banco anunciou nessa semana do dia 14/04/2017 que não continuará disponibilizando a conta que tinha todos serviços feitos fora da agência de forma gratuita. Informou também que em breve irá apresentar algo novo, vamos aguardar.


Iconta (Itau):

Não vamos nos alongas nessa já que o banco anunciou que no fim de abril irá extinguir a opção para novas contratações e não anunciou outro serviço semelhante. Se quiser saber como funciona/va entre em nosso link lá em cima do antigo post para mais detalhes, apesar de que era praticamente igual a opção do Bradesco.

Conta fácil BB(Banco do Brasil):

O BB tinha uma conta digital muito parecida com a que o Itaú e o Bradesco tinha, ou seja com vários serviços gratuitos, mas no fim do ano passado ocorreram algumas alterações, vamos agora ao novo formato. A primeira novidade é que você pode abrir a conta pelo celular sem ir até a agência utilizando o aplicativo. A conta tem algumas restrições, por exemplo, você só pode movimentar até R$ 5 mil por mês. Mais importante é você olhar as opções de pacote, que agora são dois, em um primeiro gratuito você tem uma quantidade limitada de serviços como saque e extrato, na segunda opção você paga R$ 9,90 e aumenta o número desse serviços disponíveis. O banco te fornece ainda um cartão de débito (elo), vale a pena conferir se vale a pena para eu caso.

Intermedium:

O banco Intermedium é novo no mercado, então vale a pena conferir a história do banco antes de pensar em algo, entretanto ele oferece uma conta corrente totalmente digital, desde a abertura à toda movimentação eletrônica que os outros disponibilizam. Todos serviços são gratuitos, TED, Extrato, Saque, aliás como o banco não possui uma rede de agência (um dos motivos de ele alegar conseguir disponibilizar as contas gratuitas), ele disponibiliza a rede do banco 24 horas para que você movimente presencialmente. Outra particularidade muito interessante do banco é que ele disponibiliza o cartão de crédito gratuito inclusive o Black, como desvantagem (caso você sinta falta disso) não há o programa de conversão de pontos.



As contas gratuitas estão aí, se você não tem necessidade de ir presencialmente ao banco dê uma conferida, e talvez você possa economizar um dinheiro muito interessante. 

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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Precisa de Dinheiro ? Conheça o Crédito Consignado

As vezes empréstimo é algo necessário na vida de qualquer pessoa, isso nos leva a pensar onde conseguiremos as menores taxas. De cara o financiamento mais barato que alguém pode fazer é o imobiliário, mas ele não vai resolver muito seus problemas de falta de dinheiro para pagar uma conta ou comprar algo. Para esses casos uma das saídas mais baratas (claro que pedir emprestado para alguém é ainda mais barato) é o Crédito Consignado. Vamos entender como ele funciona e quais suas vantagens e desvantagens.

Como Funciona o Crédito Consignado?

Bom, primeira coisa é entender como ele funciona. De cara ele tem uma característica muito interessante para as empresas que emprestam, ele é descontado diretamente na folha de pagamento ou do benefício que a pessoa tem a receber, isso vai interferir em algo que falaremos a diante.

Outra característica do consignado é que você só pode comprometer 30% do valor à receber com o empréstimo, isso é uma "trava" que o governo estipulou para evitar que as pessoas tivessem dívidas muito altas, recentemente outra medida foi contra um vilão dos juros o cartão de crédito, vale a pena dar uma olhada para você ter dimensão da diferença dessas duas modalidades de crédito.

O acesso a essa modalidade de crédito é bem restrito, via de regra as empresas preferem sempre aposentados, pensionistas e funcionários públicos e o motivo é simples, eles tem previsibilidade de receita, ou seja, as chances de você deixar de ser algum desses é muito pequena. Funcionários de empresas privadas também acesso, entretanto as taxas são maiores e há o risco de perder o emprego no meio do caminho.



Taxas:

O principal motivo das taxas de juros dessa linha de crédito serem inferiores às demais é simples e está explicado acima, como há uma certeza maior que as pessoas vão pagar é possível cobrar uma taxa menor. Inclusive para os aposentados e pensionistas o governo impõem o limite desse valor em 2,34% ao mês, e frequentemente reajusta esse valor conforme a taxa de juros sobe ou desce. 

Considerando os Juros de cartões que batiam 30% ao mês, ou cheque especial na casa dos 10% ao mês, não chega assustar apesar de ser bem acima ainda do rendimento da poupança de aproximadamente 0,6% ao mês.


Novidades -  O FGTS no Consignado:


Dentro dos pacotes de mudanças do governo, mais uma novidade foi anunciada, o uso do FGTS como garantia em empréstimos consignados. Qual o objetivo ? Reduzir ainda mais o risco de calote e consequentemente as taxas de juros cobradas. Tanto que para tal o governo limitou as instituições que optarem por essa garantia a cobrar no máximo 3,5% ao mês em juros e a parcelar o empréstimo em até 48 vezes.

O sistema é simples, você solicita o empréstimo e o governo permite que seja utilizado até 10% do saldo do FGTS e os 40% da multa rescisória como garantia para caso você não cumpra suas obrigações ou perca o emprego no meio do caminho por exemplo. Boa notícia para você que necessita tomar o empréstimo. 



Vantagens e Desvantagens:

Bom a vantagem é que os valores das taxas são bem inferiores ao de outras modalidades de empréstimos, logo você vai conseguir pagar com muito mais facilidade do que pagaria as demais. 

A maior desvantagem é a de todo empréstimo, você precisará pagar juros que em nosso país costumam ser bem salgados, e se não tiver um planejamento financeiro razoável pode acabar se enrolando com ele. 


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quinta-feira, 6 de abril de 2017

Como a queda da Taxa de Juros interfere na minha vida ?

Após falar sobre o aumento de juros nos EUA, vamos falar novamente sobre taxa de juros mas dessa vez sobre a nossa aqui no Brasil. Ultimamente muito tem-se falado sobre a queda da taxa básica de juros aqui no Brasil, atualmente em 12,25%, mas você sabe como ela interfere efetivamente na sua vida ? Só a título de curiosidade você sabia que temos os maiores juros do MUNDO ? O ranking divulgado em meados do ano passado apontou que considerando os juros efetivos (taxa de juros - inflação) estamos mais de 2x a frente do segundo colocado, veja:
  1.  Brasil - 8,0%
  2.  Russia - 2,98%
  3.  Indonésia - 2,38%

Isso foi só para você entender o quão discrepante é nossa situação em relação ao mundo, e isso ocorre por vários fatores, risco do país, a necessidade de uma intervenção do governo entre outras. 

Mas para que serve a taxa básica de juros ? Bom, ela é um dos instrumentos favoritos do governo para controlar principalmente a inflação. A lógica é bem simples, pense bem, a empresa quer crescer, com o juros baixo ela tende a se arriscar mais solicitando dinheiro para o banco, com isso ela produz mais, você por sua vez com o crédito mais barato também tende a consumir mais. O problema é que esse efeito gera a inflação, então para frear esse impeto o governo sobe o juros para diminuir essa escalada de preços. 

Agora você já entendeu o mais importante fator ligado à taxa de juros, já que o consumo está ligado diretamente com a geração de empregos, e a economia do país. Um fator importante já mencionado é a saúde das empresas. A maioria das dívidas das empresas é feita em relação à taxa de juros do país, logo quando ela cai a dívida também cai. 

Os investimentos também costumam ser muito afetados pela taxa de juros, já que a renda fixa em geral é muito atrelada a ela, e com a renda fixa ficando menos atrativa as pessoas tendem a correr mais riscos na bolsa, (apesar de que para os que gostam de renda fixa, a taxa de juros vai ter que cair a patamares históricos para que realmente valha a pena entrar na bolsa). Os investidores estrangeiros também sofrem uma mistura de relações em relação à queda, se por um lado é bom porque as expectativas de crescimento do país são mais otimistas por outro lado a remuneração dos títulos do governo são menores e isso faz com que algumas pessoas deixem de acreditar que o risco valha a pena. 

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terça-feira, 28 de março de 2017

Rotativo do Cartão de Crédito: O Fim dos Juros Mais Mortais do Mundo

Estamos em um momento que a todo momento sai alguma notícia nova que mexe drasticamente com a economia do país, um dos mais recentes é o fim do crédito rotativo do cartão. Vamos entender o por quê de chegar nesse ponto de necessidade de intervenção do governo ? 

Primeiramente, caso você tenha dúvida ou não acredite em nada escrito aqui pergunte a qualquer economista ou mesmo algum conhecido que já tenha sido vítima dos valores de juros do cartão de crédito, são impressionantes e incomparáveis. Em janeiro de 2017, o juros MÉDIO do rotativo do cartão foi de 441% ao ano, achou incrível ? Saiba que alguns ultrapassam os 800% ao ano. Só para você ter ideia, R$ 1.000,00 em um ano caso você pagasse o mínimo de 10% ao mês e considerando a taxa de juros média você acabaria o ano com uma dívida de mais de R$ 9.800,00. Assustou ?

Você deve estar se perguntando, o por quê de algo tão caro, a resposta é que muito se deve ao fator Brasil, onde os juros são realmente excessivos, um crédito pessoal pode passar facilmente dos 200% ao ano por exemplo. Mas o rotativo do cartão de crédito é o mais caro de todos, e a razão é simples, quanto maior a facilidade para adquirir e menos garantias envolvidas mais cara a taxa. No caso do cartão, após aprovado seu limite inicial o a empresa que o emitiu não tem um controle muito rígido da sua saúde financeira, e do para que será utilizado os seu limite, logo ela se protege cobrando caro caso você atrase para compensar os frequentes calotes (e lucrar muito também).

Tendo em vista tudo isso, a CMN (Conselho Monetário Nacional) definiu o fim do rotativo do cartão para prazos superiores a 30 dias. A nova regra visa reduzir o endividamento dessa modalidade de uma forma simples, vencida a fatura você tem até a fatura seguinte para pagá-la, (esse período cobrando o juros do rotativo), após esse período caso a dívida permaneça os bancos devem propor o financiamento do saldo restante utilizando uma outra linha de crédito mais barata.

Essa medida é extremamente importante, especialmente em um país onde a edução financeira não ocorre em lugar nenhum da grade escolar padrão, e mesmo dentro de casa na maioria das vezes falta um bom exemplo. Aproveite caso você possua dívida para negociar também, frequentemente os bancos oferecem feiras para negociar dívidas de cartão, vale a pena conferir. 


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